quinta-feira, 27 de novembro de 2008

C.R. Vasco da Gama

VASCO DA GAMA (RJ) 4 X 0 NACIONAL (AM)
Data : 07/02/1982
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro: Newton Martins
Público: 18.099
Gols: Roberto Dinamite 13, 33, Dudu 43/1º e Cláudio Adão 44/2º
VASCO DA GAMA: Mazarópi, Galvão, Rondinelli, Ivan, Pedrinho, Dudu, Serginho, Marquinho, Wilsinho (Da Costa), Roberto Dinamite e Cláudio Adão / Técnico : Antônio Lopes
NACIONAL:
Beto, Jair, Ademir, Paulo Galvão, Eli, Marinho Macapá, Fernandinho, Pedrinho (Armando), Sabará, Campos e Reis (Terano) / Técnico : Paulo Mendes

VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 0 MOTO CLUBE (MA)
Data: 16/03/2005
Copa do Brasil. 2ª Fase / 2º Jogo
Local: São Januário. Rio de Janeiro (RJ)
Público: 1.561
Árbitro: Romildo Correia.
Gols: Alex Dias 22, Marco Brito 42/1º, Diego 02, Claudemir 20, Romário 22 e Claudemir 46/2º
VASCO DA GAMA: Cássio, Claudemir, Fabiano (Adriano), Daniel, Diego, Coutinho, Gomes (Dominguez), Rafael (Róbson Luiz), Marco Brito, Romário e Alex Dias / Técnico : Joel Santana
MOTO CLUBE:
Júnior, William, Jean Marcelo, Diego, Alex (Paulinho), Cacá, Humberto, Marciano, Paulo César (Juninho), Robson e Samú / Técnico : Marcos Magalhães.

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 5 FIGUEIRENSE (SC)
Data: 16/11/2005
Campeonato Brasileiro
Local: Orlando Scarpelli / Florianópolis
Público: 15.077
Árbitro: Wallace Nascimento Valente.
Gols: Adriano 14,Róbson Luiz 33/1º, Edmundo 08, 11, 14, Bruno 46/2º
VASCO DA GAMA: Roberto, Wágner Diniz, Fábio Braz, Luciano, Diego, Ives (Têti), Ygor, Abedi, Róbson Luiz (Rubens), Morais e Romário / Técnico : Renato Gaúcho
FIGUEIRENSE : Édson Bastos, Paulo Sérgio, Vinícius, Cléber, Michel Bastos, Marquinhos Paraná, Carlos Alberto (Moreira), Bilu (Fernandes), Edmundo, Alessandro e Adriano (Bruno) / Técnico : Adílson Batista.

VASCO DA GAMA 4 X 0 PAYSANDU (PA)
Data : 20/11/2005
Campeonato Brasileiro
Local : São Januário / Rio de Janeiro
Público : 20.000
Árbitro : Elvécio Zequetto.
Gols: : Diego 02, Morais 04, Romário 07 e Romário 42/2º
VASCO DA GAMA: Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, Luciano, Diego, Ives (Rubens), Amaral, Abedi, Morais (Fernandinho), Róbson Luiz (Marco Brito) e Romário / Técnico : Renato Gaúcho
PAYSANDU: Alexandre Fávaro, Jamur, Felipe Saad, Váldson, Leandro Eugênio, Vânderson, Marabá, Gian (Luiz Augusto), Rodrigo (Zé Augusto), Róbson e Rafael Moura (Balão) / Técnico : Carlos Alberto Torres.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Flamengo em Maceió


Em pé: Marinho, Luiz Pereira, Raul, Leandro, Andrade e Carlos Alberto.
Agachados: Fumanchú, Adilio, Nunes, Peu e Carlos Henrique.

Crédito: http://www.museudosesportes.com.br
Um grande publico foi ao Trapichão no dia 15 de fevereiro de 1981 para assistir Flamengo e CRB pelo campeonato brasileiro. A novidade era a presença do alagoano Peu no lugar de Zico. Foi um jogo equilibrado, mas que terminou prevalecendo a melhor categoria do clube rubro negro. Logo no primeiro minuto de jogo, Nunes abriu a contagem aproveitando uma jogada boa jogada de Peu. Mas, aos 11 minutos, Joãozinho Paulista empatou quando a partida já estava equilibrada. Somente aos 37 minutos é que o Flamengo fez 2x1 através de um golaço do alagoano Peu. Ele pegou a bola na intermediária driblou Paulo Roberto, passou pelo Deco e quando o goleiro Cesar saiu ao seu encontro, Peu o encobriu com muita categoria.

Apesar de estar jogando bem, o CRB tinha dois problemas em sua zaga. Paulo Roberto atuava abaixo do seu rendimento normal e Itamar acompanhava Nunes por todo o campo deixando uma avenida pelo meio da área alvi rubra. No intervalo, o treinador Pompéia acertou sua defesa e o jogo continuou igual. Logo no começou do segundo tempo Paulinho empatou o jogo. Depois aconteceram lances de perigo para os dois goleiros. Raul fez duas grandes defesas e Luiz Pereira salvou um gol quando o goleiro já estava vencido. Cesar também foi muito bem e fez algumas defesas milagrosas. Entretanto não impediu que Nunes marcasse aos 37 minutos o gol da vitória do Flamengo.

Jogo realizado no estádio do Trapichão (Rei Pelé) em Maceió.

FLAMENGO 3 x CRB 2
Gols de Nunes 2 e Peu (Flamengo). Joãozinho Paulista e Paulinho (CRB)
Juiz: Manoel Amaro de Lima (Pernambuco)
Renda: R$ 3.297.500,00
Publico: 28.172 torcedores pagantes
Flamengo: Raul Leandro, Luiz Pereira, Marinho e Carlos Alberto, Andrade, Adilio e Peu. Fumanchú., Nunes e Carlos Henrique (Lico)
CRB: Cesar. Paulinho. Itamar. Paulo Roberto (Paulinho Carimbó) e Carlinhos. Deco. Norinho e Mundinho. Americo. Joãozinho Paulista e Israel.

Vasco perde em São Januário e se complica mais

Wagner Diniz lamenta chance perdida


O São Paulo segue na caminhada rumo ao título. Neste domingo, o Tricolor ignorou a pressão dos torcedores vascaínos em São Januário e, com uma bela atuação de Rogério Ceni, venceu por 2 a 1. Com a vitória, o time de Muricy Ramalho garantiu a classificação para a Taça Libertadores 2009 pelo sexto ano seguido.
Com a derrota do Grêmio para o Vitória, o Tricolor está muito perto do tricampeonato consecutivo e do sexto na soma total. O time paulista abriu cinco pontos do rival e já pode soltar o grito de campeão na próxima rodada, contra o Fluminense, no Morumbi. Já o Vasco fica em situação complicada na luta contra o rebaixamento. O time carioca segue com 37 pontos, em 18º lugar, três pontos atrás do primeiro clube fora da zona. O Náutico tem 40 pontos.

Na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o duelo entre tricolores, que pode dar o título ao time de Muricy, acontece no domingo, às 17h . No mesmo dia e horário, o Vasco encara o Coritiba, no Couto Pereira.

Antes do jogo, muita confusão. O ônibus do São Paulo teve dificuldades para chegar no estádio de São Januário, mas a ação da Polícia Militar evitou qualquer incidente. Dentro do estádio, bate-boca entre os dirigentes. Ao encontrar a porta para o gramado fechada, os tricolores arrombaram o cadeado e foram aquecer no campo. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, se irritou e foi cobrar satisfações. O dirigente cruzmaltino levou um documento assinado por representantes tricolores em que foi combinado que não haveria aquecimento no gramado. O motivo: no Morumbi, o São Paulo não permitiu que o Vasco subisse para o campo antes da partida do primeiro turno. Seguranças dos dois times chegaram a se desentender. E um torcedor tricolor foi preso ao ser pego pichando um banheiro de São Januário.

O JOGO

O Vasco começou agressivo. Com 15 mil apitos, que foram distribuídos antes da partida, os torcedores faziam muito barulho. Em cinco minutos, o time carioca teve três escanteios seguidos. Mas o Vasco não conseguia espaços para finalizar. Só aos 12 minutos ocorreu o primeiro chute cruzmaltino. Wagner Diniz aproveitou sobra na área e bateu forte. Mas a bola tocou na cabeça de Leandro Amaral e saiu. Mas foi o São Paulo que quase marcou. Em um ataque rápido, Dagoberto tocou para Hernanes, que chutou rasteiro da entrada da área. O goleiro Rafael fez uma difícil defesa e espalmou para escanteio.

A chuva apertou. E os jogadores passaram a ter dificuldade de tocar a bola. Aos 16 minutos, outro susto para os vascaínos. Wagner Diniz foi tentar afastar o perigo e deu um bico contra o gol. Rafael defendeu no reflexo. Mas aos 21, não teve jeito. Mateus fez falta boba em cima de Hernanes na entrada da área. Alguns torcedores vascaínos ficaram rezando e preferiram nem olhar o lance. Pareciam adivinhar. Jorge Wagner cobrou muito bem no ângulo esquerdo de Rafael, que pulou e não tocou na bola: São Paulo 1 a 0.

O Vasco quase empatou rapidamente. Primeiro, Wagner Diniz cruzou rasteiro. Anderson foi cortar e quase fez contra. Rogério Ceni espalmou para escanteio. Logo depois, Leandro Amaral recebeu livre na área e chutou rasteiro para fora. Vieram, então, os primeiros gritos de "Ah, é Edmundo", que estava no banco de reservas.

O empate veio com Madson aos 30 minutos. O meia encarou a defesa tricolor e arrancou. Ele chegou na entrada da área e soltou a bomba. A bola desviou em Miranda e encobriu o goleiro Rogério Ceni, que caiu para atrás. A torcida cruzmaltina voltou a cantar. Tudo igual: 1 a 1. E o primeiro tempo terminava com o Grêmio, que vencia o Vitória, em Salvador, como o novo líder do Campeonato Brasileiro.

- Nosso time está deixando o Vasco jogar - reclamou Dagoberto no intervalo.

O Vasco voltou para o segundo tempo ainda sem Edmundo. E o São Paulo não deu tempo nem para aquecer. Jorge Wagner cobrou escanteio, a defesa do Vasco ficou olhando. Hugo apareceu de surpresa e teve tempo de dominar, ajeitar e chutar para fazer o segundo gol. Mateus ficou imóvel, sem dar o combate. São Paulo 2 a 1. A alegria tricolor não se resumia apenas a São Januário. No Barradão, o Vitória empatava a partida com o Cruzeiro.

O terceiro gol tricolor quase surgiu em um chute de Hernanes. A bola desviou e saiu para escanteio. Neste momento, o técnico Renato Gaúcho chamou Edmundo, que entrou no lugar Edu.

Aos 11 minutos, um lance que gerou muitas reclamações dos vascaínos. Wagner Diniz dividiu com Miranda na área. O árbitro Leonardo Gaciba não deu nada.

O Vasco foi para o tudo ou nada. E passou a tentar cruzar bolas para a área. Em uma delas, Eduardo Luiz cabeceou e Rogério Ceni salvou o São Paulo com uma defesa complicada no canto direito.

O clima era tenso. Edmundo reclamou da arbitragem e levou o cartão amarelo. Um torcedor jogou uma garrafa no gramado e foi preso pelos policiais. Aos 18 minutos, Leandro Amaral recebeu na área e chutou. Rogério Ceni espalmou para escanteio. Aos 22, Alex Teixeira aproveitou rebote da defesa e chutou para fora.

Aos 29, nova chance de ouro para os vascaínos. Wagner Diniz recebeu na área e chutou na saída do goleiro Rogério Ceni. O camisa 1 defendeu bem. Logo depois, Edmundo novamente falhou em um momento decisivo do Vasco. A bola sobrou limpa para o Animal na marca do pênalti. Mas ele isolou e colocou a mão na cabeça. Era a imagem do Vasco, desesperado na luta contra o rebaixamento. No fim, Leandro Amaral, muito mal na partida, era vaiado pelos torcedores. Já a torcida tricolor soltava o grito de campeão.

VASCO DA GAMA 1 X 2 SÃO PAULO
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 23/11/2008 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (Fifa-RN) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) Renda/público: R$ 373.843,50 / 21.634 pagantes
Cartões amarelos: Madson, Edmundo e Jorge Luiz (VAS); Jean e Jancarlos (SPO)
Gols: Jorge Wagner, 21'/1ºT (0-1); Madson, 30'/1ºT (1-1); Hugo, 3'/2ºT (1-2)
VASCO DA GAMA: Rafael, Eduardo Luiz, Odvan, Jorge Luiz; Wagner Diniz, Jonílson, Mateus (Alan Kardec, 29'/2ºT), Madson, Alex Teixeira (Pedrinho, 34'/2ºT) e Edu (Edmundo, 12'/2ºT); Leandro Amaral. Técnico: Renato Gaúcho.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Anderson, André Dias e Miranda; Joílson (Jancarlos, 19'/2ºT), Jean, Hernanes, Hugo (Richarlyson, 34'/2ºT) e Jorge Wagner; Dagoberto e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Fonte: http://www.netvasco.com.br/




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Carlinhos


Carlinhos (ex-volante do Flamengo)


Jogador de estilo refinado no meio de campo, Carlinhos, o Luís Carlos Nunes da Silva, hoje vive no Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou por muitos anos no Flamengo, sua segunda casa, como ele mesmo sempre disse. Foi técnico vencedor no rubro-negro, comandando a equipe nas conquistas da Copa União de 1987 e do Brasileirão de 1992.

Nascido no dia 19 de novembro de 1937, Carlinhos começou a carreira de jogador nos infantis do Flamengo. Defendeu a equipe profissional por 15 anos, entre 1955 e 1970. Nesse período, Carlinhos ajudou o Fla a conquistar os títulos estaduais de 1963 e 1965 e do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Alguns de seus companheiros de Flamengo foram Joubert, Dequinha, Jadir, Dida, Henrique Frade, entre outros.

Foi treinador do Flamengo em diversas oportunidades e sempre foi considerado um pé-quente no clube. Chegou a dirigir outras equipes, entre elas o Guarani, mas ficou marcado mesmo como o Carlinhos da Gávea.

Tranqüilidade

Carlinhos sempre foi um dos profissionais mais queridos na história do Flamengo. O jeito tranqüilo, pacato e amigo muitas vezes serviu para “apagar incêndios” na Gávea. Por muitas ele foi chamado para ser o treinador do rubro-negro. A primeira vez como uma espécie de técnico “tampão”. Na primeira passagem, em 1987, Carlinhos dirigiu a equipe por apenas seis partidas (duas vitórias e quatro empates).

No mesmo ano, ele foi novamente chamado. Conseguiu bons resultados e foi efetivado no cargo. Ficou como treinador do rubro-negro até 1988. Neste período, ele dirigiu a equipe em 55 partidas (29 vitórias, 15 empates e 11 derrotas) e conquistou o polêmico título da Copa União de 1987. Carlinhos comandava a equipe que tinha Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Como era conhecer dos talentos que brotavam nas categorias de base do Fla, Carlinhos foi responsável direto pela efetivação de Leonardo, Zinho, Aílton, entre outros, na equipe principal.

Entre 1991 e 1993, Carlinhos voltou a comandar a equipe rubro-negro e mais uma vez teve sucesso. Foram 112 jogos (63 vitórias, 29 empates e 20 derrotas). O principal título conquistado nesse período foi o de Campeão Brasileiro de 1992. Carlinhos era o comandante da equipe fora das quatro linhas. Dentro delas, o líder era o meio-campista Júnior, já quase um “quartentão”. Em 1999, o “Violino” foi técnico da equipe em 65 jogos (36 vitórias, 12 empates e 17 derrotas). No ano seguinte, ele dirigiu a equipe em mais 38 confrontos (16 vitórias, nove empates e 13 derrotas).

por Rogério Micheletti

Fonte consultada para números: “Almanaque do Flamengo”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins


Fonte:http://desenvolvimento.miltonneves.com.br/QFL/Conteudo.aspx?id=80155

Excursão do Bonsucesso ao exterior em 1957

Numa época em que vários clubes pequenos de nosso futebol se aventuravam em excursões pelo mundo afora, em muitos casos enfrentando equipes de qualidade técnica duvidosa, o BONSUCESSO FUTEBOL CLUBE do Rio de Janeiro não fugiu a regra. Excursionou durante o mês de junho de 1957, realizando sete partidas, colhendo estes resultados:

08.06.1957
BONSUCESSO 3-3 WALDHOF MANHEIM, em Manheim - Alemanha Ocidental

11.06.1957
BONSUCESSO 2-2 PREUSSEN MUNSTER, em Munster - Alemanha Ocidental

16.06.1957
BONSUCESSO 2-3 BEZIERS, em Beziers - França

21.06.1957
BONSUCESSO 2-1 BESANÇON, em Besançon - França

25.06.1957
BONSUCESSO 2-1 SERVETTE, em Genebra - Suíça

27.06.1957
BONSUCESSO 6-1 BESANÇON, em Besançon - França

30.06.1957
BONSUCESSO 2-2 SELEÇÃO DE MARROCOS, em Casablanca - Marrocos


Fonte: http://blog.soccerlogos.com.br/

sábado, 15 de novembro de 2008

Bangu, Campeão Carioca 2ª Divisão


Agora, sim! Depois de ter comemorado durante dez minutos sem saber que não subiria de divisão na última quarta-feira (12), o Bangu conquistou o título da Segundona ao vencer por 2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado (15), no estádio de Moça Bonita. Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols do Alvirrubro, que agora volta à elite do futebol depois de quatro anos afastado.

Na outra partida, o Tigres goleou o já eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0, e conquistou a segunda vaga e o inédito acesso para a primeira divisão com apenas quatro anos de existência. O time de Xerém e o Bangu substituem América e Cardoso Moreira, rebaixados na última edição do campeonato.

Bangu faz péssimo primeiro tempo e vai para o intervalo como vice-campeão

Sob forte calor, as duas equipes entraram nervosas com a decisão. O Bangu, que precisava apenas do empate, parecia ansioso com a proximidade do título, e errava muitos passes. Do lado do Aperibeense, que ainda tinha chances de subir, destaque para o descontrole emocional dos jogadores, que reclamavam muito a cada marcação do árbitro Luiz Antonio Silva Santos, mas a verdade é que o Galo de Aperibé levou 10 cartões amarelos na partida.

Somente aos 36 minutos as primeiras chances claras de gol: Do lado esquerdo do campo, onde se destacavam Baiano e Sassá, Valdir cobrou falta e Bruno Luiz cabeceou por cima. Logo na saída de bola, erro da defesa e a bola sobrou para o capitão Beto, que arriscou de longe, também para fora. O Aperibeense só chegou aos 41, em chute de Willian que Cléber Moura defendeu com tranqüilidade.

Aos 44 minutos, o artilheiro Bruno Luiz perdeu uma chance inacreditável. Novamente pela esquerda, Baiano lançou Fábio Azevedo por cima da zaga. Sozinho, o meia esperou a saída de Zé Romário e tocou para Bruno Luiz, na pequena área. O atacante demorou muito para dominar, e chutou fraco, dando tempo para que Zé Romário se recuperasse e ainda espalmasse. A zaga afastou mal, e a bola sobrou novamente para Bruno Luiz, que chutou de bico, e Zé Romário mandou para fora, eo Bangu desceu para os vestiários sem o título da Segundona, já que em Xerém o Tigres vencia o Olaria por 2 a 0.

Tigres amplia em Xerém, mas Bruno Luiz e Sassá dão show: Bangu campeão!

Na volta para o segundo tempo, Roy preferiu continuar apostando no seu meio-de-campo com três volantes. O time tinha força na defesa, maracava e desarmava bem, mas passava mal e tinha pouca criatividade. As melhores chances vinham de bola parada, e foi assim que o Bangu quase marcou o primeiro, aos cinco minutos: Baiano cobrou escanteio pela esquerda, Sassá cabeceou à queima-roupa e Zé Romário fez uma grande defesa, espalmando para fora.

Enquanto o alvirrubro cometia os mesmos erros do primeiro tempo, o Tigres abria 3 a 0 sobre o Olaria e aumentava sua diferença no saldo de gols, já que os dois times tinham a mesma pontuação. Aos 13 minutos, a história começou a mudar. Sassá sofreu falta na ponta direita, e Baiano bateu com veneno. Zé Romário afastou, e no rebote a bola sobrou para Valdir, que chutou com muita força, mas o goleiro mostrou estar em grande forma, espalmando brilhantemente para fora.

Quem piscou, perdeu os gols do título bangüense, que vieram em dois minutos. Aos 16, Sassá, novamente, sofreu falta, dessa vez na esquerda. Baiano cobrou, e Bruno Luiz se antecipou bem, mandando de cabeça para o fundo do gol, abrindo o marcador e marcando seu décimo gol na competição. Apenas dois minutos depois, roubada de bola na defesa e Bruno Luiz é lançado sozinho. O atacante avançou e, quando estava frente-a-frente com Zé Romário, preferiu tocar para Sassá, livre, apenas empurrar a bola para o fundo da rede, e marcar o segundo gol.

A partir daí, foi só cadenciar o jogo. Bruno Luiz teve mais uma chance, mas desperdiçou ao tentar encobrir Zé Romário. Roy o sacou e o atacante saiu ovacionado, enquanto o time passou a tocar a bola, aos gritos de olé, e de "é campeão". Com o apito final, a torcida explodiu de vez, e os jogadores comemoraram muito o retorno da elite à primeira divisão. Depois do capitão Beto receber a taça das mãos de Rubens Lopes, da Ferj, que chegou ao campo de helicóptero, o único canto que se ouvia era o que a torcida mais queria entoar: "O Banguzão voltou!".

A partida

BANGU (RJ) 2 X 0 APERIBEENSE (RJ)
Data: 15/11/2008
Campeonato Carioca 2ª Divisão
Local: Estádio Proletário Guilherme da Silveira / Rio de Janeiro
Público: 2654 pagantes
Renda:
R$ 21.548,00
Árbitro: Luiz Antonio Silva Santos
Assistentes: Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Ivan Silva Araújo
Gols: Bruno Luiz 16 e Sassá 18/2º
BANGU:
Cleber Moura; Abílio, Edinho e Márcio Cleick; Valdir (Vinícius), Beto, Fábio Azevedo (Victor Hugo), Fred e Baiano; Sassá e Bruno Luiz (Daniel). Técnico: Antônio Carlos Roy
APERIBEENSE: Zé Romário; Neném, Jorginho (Jonathan), Arthur e Wagner; Everton, Magal (Fabiano), Willian e Wallace (Ronaldo); Fábio Tosca e Adão. Técnico: Índio
Cartões amarelos: Fred (BAN) / Zé Romário; Neném; Jorginho; Arthur; Jonathan; Everton; Willian; Ronaldo; Wallace e Adão (APE)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bangu Atlético Clube - 40° à Sombra

Este clube, quase desconhecido da geração mais nova, já cedeu à seleção brasileira jogadores do porte de: Zizinho, Zózimo (bi-campeão do mundo), Ademir da Guia ( foi no Bangu que despontou o Divino, como ficou conhecido), Fidélis, Paulo Borges e Marinho. Estes nomes são os que me recordo. Outros jogadores excelentes, dignos de integrar a seleção brasileira, caso a época não fosse excepcional. Cito alguns: Ladislau da Guia, que não vi jogar, e outros que tive o privilégio de testemunhar jogadas memoráveis e inesquecíveis: Moacir Bueno, Djalma, Rafanelli, Menezes, Décio Esteves, Nívio, Parada, Bianchini, Fidélis, Arthurzinho e muitos outros. Desta seleta constelação, Zizinho foi a estrela maior. Pelé declarou que foi o jogador que mais o impressionou pela refinada técnica e Zizinho já estava em final de carreira.

Em 1960, o Bangu foi, na verdade, o primeiro campeão mundial de clubes. Na época esta versão denominou-se Torneio de Nova York. A atuação de Ademir da Guia, ainda muito jovem, chamou a atenção dos grandes clubes e lá se foi Ademir para o Palmeiras.
Campeão estadual duas vezes, o Bangu tem inúmeros vice-campeonatos em jogos finais de arbitragens discutíveis. Em 1951, Mendonça teve a perna fraturada e o Bangu jogou o primeiro jogo da série melhor de três contra o Fluminenese, com 10 jogadores porque não havia substituição. Em 1964, novamente numa série melhor de três, contra o mesmo Fluminenese, um penalti duvidoso de Mário Tito em Amoroso permitiu a vitória do Fluminense na primeira partida por 1x0. Em 1984, o mais discutido de todos os lances. Num erro histórico da arbitragem, não foi marcado o penalti do zagueiro Vica do Fluminense em Cláudio Adão, aos quarenta e cinco minutos do segundo
tempo. O jogo estava 2x1 e o empate favorecia ao Bangu.

O Bangu é um clube originário de uma fábrica de tecidos. Deveria contar com numerosa torcida, mas como tudo no Brasil é muito estranho, são os clubes oriundos da elite social que detêm as maiores torcidas. Exceção ao Vasco da Gama que pertence à Zona Norte. Concordo que o início da decadência do futebol do Rio coincide com o começo da decadência do América e do Bangu.. Que benefícios maiores trouxeram ao futebol do Rio os novos clubes guindados à primeira divisão? Aqui a prevalência do dito de Camões ” Fraco rei faz fraca forte gente”.
A grande verdade é que a imprensa ao divulgar somente os quatro grandes, outrora seis, colaborou também para o ostracismo em que vivem Bangu e América.

Texto de Jairo L Salles, fiel torcedor do Bangu

O ÚLTIMO TÍTULO DO BANGU E O ÚLTIMO GESTO DE PAZ DE ALMIR PERNAMBUQUINHO

Na tarde daquele 18 de dezembro de 1966, com arbitragem de Aírton Vieira de Morais, o Sansão, o Flamengo pisou o gramado do Maracanã com Valdomiro, Murilo, Itamar, Jaime Valente e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Almir, Silva e Osvaldo Ponte Aérea. O Bangu de Castor de Andrade colocou em campo Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. Numa época em que as substituições não eram permitidas, o Flamengo foi logo prejudicado quando perdeu, ainda no primeiro tempo, o ponteiro Carlos Alberto, após uma entrada desleal de Ari Clemente. Uma das revelações do Campeonato Carioca de 1966, Carlos Alberto submeteu-se a operações no joelho atingido, voltou aos treinos mas jamais se recuperou totalmente, sendo obrigado a abandonar o futebol.

Estranhamente, aquele Flamengo vibrante, que jogava de maneira vistosa, dono de um meio-de-campo clássico - com Carlinhos e Nelsinho - pareceu totalmente desfigurado a partir da saída de Carlos Alberto. Já o Bangu, percebendo a timidez do adversário, lançou-se ao ataque e marcou dois gols praticamente seguidos ainda na primeira etapa: Ocimar, aos 23 anos, e Aladim, aos 26 minutos. No segundo tempo, Paulo Borges, numa jogada inspirada, marcou o terceiro gol logo aos três minutos. Com 3 a 0 no placar, o sonho da conquista do bicampeonato carioca parecia quase impossível, ou totalmente impossível, para uma equipe desfalcada de um de seus principais atacantes. Foi então que, aos 26 minutos, Almir decidiu acabar com o jogo, provocando uma briga generalizada, que terminou com a expulsão de nove jogadores antecipando o final da partida.

Temperamental, Almir Pernambuquinho, que morreu assassinado em Copacabana, aos 35 anos, poucos meses depois de ter abandonado a carreira, entrou para a história do futebol carioca. Logo no início da carreira, no Vasco, quebrou a perna de Hélio, do América, inutilizando o companheiro de profissão. Depois, na Seleção Brasileira, foi o estopim de um conflito total num Brasil x Uruguai pelo Campeonato Sul-Americano de 1959, na Argentina. E ainda, quando atuava pelo Santos, aplicou uma covarde cabeçada no rosto de Amarildo na decisão de 1963 do Mundial Interclubes com o Milan, no Maracanã. Sua reação naquele Flamengo x Bangu, portanto não pode ser classificada de acidental. No vestiário, com a desvantagem de 2 a 0, Almir teria dito ao dirigente rubro-negro Flávio Soares de Moura que aquele jogo não acabaria e que o Bangu não daria a volta olímpica porque ele não permitiria.

Hoje, passados vários anos, muitos comparam o temperamento de Almir com o de Heleno de Freitas (1920-1959), centroavante do Botafogo, do Vasco e do América na década de 40 e início da de 50. Heleno, porém, de acordo com o laudo do hospital onde morreu, em Barbacena, era comprovadamente um caso patológico. Mesmo levando-se em conta que contraiu sífilis no auge da carreira, não resta dúvida de que Heleno sofria de esquizofrenia desde muito jovem. Quanto a Almir, nunca se pôde chegar a uma conclusão.

Que seu comportamento não era normal, não resta dúvida. Possivelmente era, igualmente, um caso de esquizofrenia (distúrbio mental e fragmentação da personalidade). Por ironia do destino, entretanto, na noite em que morreu, com um tiro na cabeça, numa briga de bar da Galeria Alaska, Almir Pernambuquinho entrara justamente para evitar o conflito que havia começado.

Pela primeira e última vez, Almir Pernambuquinho esboçou um gesto de paz.

Texto: Roberto Porto

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O único pequeno que já foi campeão do Rio




Em 21 de novembro último, a Fifa tirou de Leônidas um dos gols do Brasil na vitória por 2 x 1 sobre a Tchecoslováquia na Copa de 1938. O novo autor do tento foi Roberto, que se tornou o único jogador do São Cristóvão a marcar em Copas do Mundo. Dia de festa dupla na Figueira de Melo, pois justamente naquele dia o clube comemorava o 80º aniversário de seu título carioca, o único estadual conquistado por uma equipe pequena – considerando que historicamente Bangu e América são médios e o Paysandu não existe mais – do Rio de Janeiro.

Em 1926, ser um clube pequeno não significava necessariamente que havia um abismo intransponível até os grandes. O Vasco, por exemplo, estava a apenas três anos na primeira divisão e já tinha um bicampeonato estadual no currículo. O próprio São Cri-Cri não era insignificante. Em 1918, 23 e 24, o Alvinegro terminara o campeonato em terceiro lugar.

De qualquer forma, no início do Carioca de 1926, os favoritos eram Vasco, Flamengo e Fluminense. Na estréia, o São Cristóvão mostrou força e venceu o Botafogo por 6 x 3. No entanto, o time da Figueira de Melo perdeu de 6 x 2 do Fluminense na rodada seguinte e reforçou sua condição de azarão.

Aos poucos, porém, a estratégia do técnico Luís Vinhaes começou a se fazer notar. O treinador era discípulo do uruguaio Ramón Platero, campeão com o Vasco em 1923 e 24. Ambos tinham por princípio impor treinamento intenso aos jogadores, com enfoque no preparo físico e na força para os padrões ao amadorismo da época. No caso de Vinhaes, ainda deve-se acrescentar o discurso motivacional apurado.


Mesmo sem resultados brilhantes, o São Cristóvão foi colhendo pontos. Venceu Vila Isabel (3 x 2) e Vasco (2 x 1) apertado antes de deslanchar com um acachapante 5 x 0 sobre o Flamengo. O time seguiu com sua campanha consistente e discreta, com vitórias sobre Syrio e Libanez (3 x 1), Brasil (8 x 2), América (3 x 1) e Botafogo (4 x 3) e empate com Bangu (2 x 2).

No início do segundo turno, o São Cristóvão venceu o Fluminense por 4 x 2 e se colocava como candidato ao título. Uma derrota para o Vasco (2 x 3) complicou a situação, pois os cruzmaltinos já se colocavam como principal concorrente na competição. Ainda assim, com vitórias consecutivas sobre Vila Isabel, Brasil, Syrio e Libanez e Bangu colocaram o clube da Figueira de Melo em situação confortável. A equipe tinha 27 pontos ao lado do Fluminense. O Vasco estava com 29 do Vasco, mas tinha duas partidas a mais e já encerrara sua participação.

Em 19 de setembro de 1926, o São Cristóvão empatou em 4 x 4 com o América e se beneficiou da derrota do Fluminense para o Flamengo por 2 x 0. Com isso, bastaria ao Alvinegro vencer o desinteressado Rubro-negro na partida decisiva. Os dois times já haviam se enfrentado no returno com vitória flamenguista por 3 x 1. No entanto, o jogo foi interrompido e cancelado, dando essa nova chance ao São Cri-Cri.

No jogo decisivo, realizado em 21 de novembro de 1926 no estádio da Rua Paysandu, o São Cristóvão sobrou em campo. Com o artilheiro Vicente em jornada inspirada, o time da Figueira de Melo fez 5 x 1 e conquistou, pela primeira e única vez, o Campeonato Carioca. Com os três gols na decisão, Vicente passou o vascaíno Russinho e ficou com a artilharia do torneio.

Súmula do Jogo


FLAMENGO (RJ) 1 x 5 SÃO CRISTOVÃO (RJ)
Campeonato Carioca de 1926
Data: 21/11/1926
Local: Estádio da Rua Paysandu / Rio de Janeiro
Árbitro: Carlos Martins da Rocha
FLAMENGO: Amado; Pennaforte e Hélcio; Favorino, Flávio (Alfredo) e Japonês; Allemand, Aché, Nonô, Fragoso (Vadinho) e Moderato.
SÃO CRISTOVÃO: Paulino; Póvoa e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto Corrêa; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Teófilo.
Gols: Allemand, Octávio (2) e Vicente (3)
Depois do título carioca, o técnico Luís Vinhaes ganhou espaço. Em 1934, foi o treinador da seleção brasileira na Copa da Itália. Em 1933, levou o Bangu a seu primeiro título carioca.

Além do Carioca de 1926, o São Cristóvão também conquistou o Torneio Início em 1918, 28, 35 e 37. Também ficou com o vice-campeonato estadual em 1934.

Outro título, quase esquecido, foi o do Torneio Municipal de 1943. A competição era forte e o São Cristóvão teve de superar, em pontos corridos de um turno, América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Canto do Rio, Flamengo, Fluminense, Madureira e Vasco.

O São Cristóvão era tão respeitável na época que mandou cinco jogadores para defender o Brasil em Copas do Mundo. Em 1930, foram Zé Luiz, Doca e Teófilo. Em 1938, Afonsinho e Roberto.

Antes que alguém ache que o Balípodo esqueceu, todos já sabem que foi no São Cristóvão que o Ronaldo começou a jogar.

Ubiratan Leal

Fonte: http://www.gardenal.org/balipodo/

domingo, 9 de novembro de 2008

Tovar e Heleno de Freitas


Dois craques do Botafogo de 1946.
Tovar foi um craque que demorou pouco no clube de General Severiano. Jogava e estudava. Quando se formou em medicina deixou o futebol.
Heleno também se formou em direito mas preferiu continuar jogando futebol. Era um craque mas seu temperamento e uma doença que lhe afetou a cabeça fez com que ele tivesse muitos problemas e terminasse sua vida em uma casa de saude.

Saída de Jair Rosa Pinto do Flamengo


Jogando contra o Arsenal, em São Januario, Jair era o craque do Flamengo e foi o craque do jogo. Meses depois, o mandaram embora, acusado de fazer corpo mole. A foto é do jogo com o Arsenal da Inglaterra.
Em pé: Biguá. Bria. Beto. Job. Garcia e Juvenal.
Agachados: Bodinho. Gringo. Durval. JAIR e Esquerdinha.

Jair da Rosa Pinto tinha 28 anos e num domingo de 1949 enfrentaria sua ex-equipe, que estava mais forte do que nunca, enquanto seu atual time vinha sendo formado por veteranos como Bria, Jaime, Gringo e Esquerdinha. Dava para comparar ? E ainda tinha queriam que ele dissesse que ia ganhar.

Quando lhe perguntaram ganhamos do Vasco ? - Jair levantou os olhos e viu a figura de Ary Barroso, popularíssimo narrador de rádio e rubro negro fanático.
Ganhamos Jair ? – Não sei, não – respondeu seu entusiasmo – Se Deus ajudar...

Abatido por causa de certas incompreensões de que se julgava vitima e pessimista por conhecer o poderio do Vasco, Jair estava desanimado principalmente com o técnico do Flamengo, Kanela, que viera do basquete e criara para o jogo uma tática complicada. Ele queria que Jair fizesse um tipo de marcação em Danilo que lhe exigiria uma intensa mobilidade no gramado. Jair não gostava disse, discutiu com Kanela e pediu para não ser escalado.No domingo, porém, voltou atrás e todas suas previsões começaram falhando. O Flamengo fez 2x0 e partiu para uma goleada sobre o imbatível Vasco da Gama. De repente, num ataque rápido, Jair ficou frente a frente com o goleiro Moacir Barbosa, considerado o melhor do Brasil. O que se passou naquele momento ninguém mais conseguiria reconstituir com exatidão. Presença de espírito de Barbosa, que fechou o ângulo ? Nervosismo de Jair ? O fato é que a bola foi para fora. E a partir daí ocorreram duas coisas espantosas: o Flamengo inteiro se encolheu, com Jair se escondendo para trás do grande circulo, e o Vasco iniciou uma fulminante reação, marcando um, dois, três, quatro, cinco gols. Final: Vasco 5x2.

Ary Barroso, transmitindo a partida, não pôde conter sua indignação pelo que via. Aquilo era uma vergonha, algo indigno das tradições rubro negras. Ao microfone, relembrou seu diálogo com Jair na concentração. – “Um covarde” – bradava o locutor, para quem o jogador, depois de sua resposta, de seu gol perdido e de sua omissão, não tinha condições de defender o Flamengo. E incitou a torcida, pelo ar, a queimar a camisa de Jair.

Até morrer, em 1964, Ary Barroso garantiu que a camisa fora queimada. E até enquanto estava vivo, embora detestava abordar o assunto, Jair afirmava o contrário. A camisa realmente queimada durante a revolta irada dos flamenguistas foi uma camisa qualquer, apanhadas ao acaso para simbolizar o inconformismo da massa.

Jair ficou inconformado e não poderia continuar no Flamengo nem no Rio de Janeiro. Uma semana depois, se transferiu para o Palmeiras e recomeçou tudo outra vez.

Fonte: www.museudosesportes.com.br








sexta-feira, 7 de novembro de 2008

América F.C.

1951
Em pé: Joel, Osni, Osmar, Hilton, Osvaldinho e Godofredo.
Agachados:Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho.


Apelido: América
Nome Real: América Football Club
Fundação: 18/9/1904
Endereço: Rua Campos Sales 118 - Tijuca CEP:20270-211 - Rio de Janeiro/RJ Telefone: (21) 2569-2060
Estádio: Giulite Coutinho (6.100)
Uniforme: Vermelha, branco, brancas
Web Site: http://www.america-rj.com.br/

Principais Títulos

Taça dos Campeões: 1982
Estadual Carioca: 1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935, 1960
Taça Guanabara: 1974
Torneio Relâmpago: 1945
Torneio Carlos Martins da Rocha 1952
Torneio Extra do Rio de Janeiro 1938
Taça Ioduran: 1917

AMÉRICA (RJ) 4 X 4 CORINTHIANS (SP)
Data: 17/3/1951
Torneio Rio-São Paulo
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Gols: Nivaldino 09, Colombo 28, Maneco 38/1º; Nardo 05, Wálter 12, Cláudio Pinho 24, Luizinho 28, Maneco 39/2º
Árbitro: Alberto Da Gama Malcher
AMÉRICA: Osny do Amparo,Rubens (Hílton Vianna), Miguel, Joel, Osmar, Oswaldinho,
Natalino (Lopes), Maneco, Ranulfo, Wálter (França), Nivaldino,
CORINTHIANS: Cabeção,Idário, Homero, Rosalém, Julião, Touguinha, Cláudio PinhoLuizinho, Baltazar, Nardo, Colombo / Técnico: Newton Senra

AMÉRICA (RJ) 1 X 0 GUARANI (RJ)
Data:
20/04/1980
Campeonato Brasileiro 1980
Local: Estádió Mário Filho / Maracanã / Rio de Janeiro
Árbitro: Luiz Moura Guaranha (RS)
Assistentes: José Carlos Cavalheiro de Moraes (RS) e Hélio Andrade (RS)
Renda: Cr$ 749.190,00
Público: 11.054 pagantes
Gols:Neca 17/1º
AMÉRICA: Jurandir, Uchoa, Marinho Perez, Heraldo e Valmir; João Luís, Nelson Borges e Nedo (Cléber); Serginho (Roberto Lopes), Neca e Porto Real / Técnico: Luís Carlos Quintanilha.
GUARANI: Birigüi, Chiquinho, Gomes, Odair e Miranda; Salomão, Banana (Frank) e Zenon (Paulo César); Capitão, Careca e Bozó / Técnico: Adailton Ladeira (interino).

AMÉRICA (RJ) 1 x 0 PALMEIRAS (SP)
Data: 20/01/1977
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Campo do Andaraí / RJ
Público: 4.129 pagantes
Renda: CR$ 103.225,00
Árbitro: Luís Carlos Félix (RJ)
Gol: Bráulio 28
AMÉRICA:
País, Uchoa, Alex, Biluca, Álvaro, Renato, Bráulio, Reinaldo, Lincoln, Aílton (César), Gilson Nunes /Técnico: Tim
PALMEIRAS: Bernardino, Rosemiro, Samuel, Jair Gonçalves, Zeca, Ivo, Vasconcelos, Edu, Jorge Mendonça, Toninho, Nei / Técnico: Dudu
Cartões vermelhos: Vasconcelos, Jorge Mendonça, Toninho (Palmeiras)

AMÉRICA (RJ) 1 x 0 PALMEIRAS (SP)
Data: 09/11/1988
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio de São Januário / Rio de Janeiro
Público: 177 pagantes
Renda: Cz$ 110.400,00
Árbitro: Édson Alcântara do Amorim (MG)
Gol: Bira 31/2º
AMÉRICA : Josenildo, Carlos Henrique, Antônio Carlos, Dedé, Edivaldo, Januário, Pedro Paulo, Valmir, Bira, João Cláudio (Régis), Gérson - Técnico: Pinheiro
PALMEIRAS: Zetti, Zanata, Toninho, Heraldo, Denys, Lino (Gérson Caçapa), André, Edu, Tato (Sílvio), Gaúcho, Mauro - Técnico: Ênio Andrade
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Edivaldo, Bira (América), Lino, Edu (Palmeiras)

VASCO DA GAMA (RJ) 2 X 2 AMÉRICA (RJ)
Data : 17/10/1971
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Do Maracanã /Rio De Janeiro
Arbitro: Arnaldo César Coelho
Gols: Caio 08, Antônio Carlos 42/1º, Buglê 12 e Ferreti 16/2º
VASCO DA GAMA: Andrada, Haroldo (Fidélis), Moisés, Renê, Alfinete (Miguel), Afonsinho, Buglê, Jaílson, Dé, Ferreti e Rodrigues / Técnico : Admildo Chirol
AMÉRICA: Jonas, Dejair, Tião, Mareco, Zé Carlos, Badeco, Antônio Carlos, Tadeu (Marco Antônio), Paraguaio, Edu (Tarciso) e Caio / Técnico : Zizinho

AMÉRICA (RJ) 1 X 0 SÃO CRISTÓVÃO (RJ)
Data: 13/11/1913
Campeonato Carioca
Local: Campo da Rua Guanabara / Laranjeiras
Árbitro: Ernesto Amarante
Gol: Gabriel 08/1º
AMÉRICA
: Marcos Carneiro de Mendonça, Luiz, Belfort Duarte, Witte, Gabriel, Ojeda, Osman, Aleluia, Mendes, Jonathas e Lincoln / Técnico: Ground Comitee
SÃO CRISTÓVÃO: Hydarnés, Othelo e Maia; Rollo II, Cantuária
e Moutinho; Pederneiras, Halley, Barroso, Rollo I e Sílvio.

AMÉRICA (RJ) 3 X 1 FLUMINENSE (RJ)
Data: 21/10/1928
Campeonato Carioca
Local: Campos Sales, no Bairro da Tijuca
Data: 21/10/1928
Árbitro: Otávio de Almeida
Gols: Mílton e Hildegardo ; Miro e Délcio (contra)
AMÉRICA: Joel; Pennaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Walter; Gilberto, Miro, Sobral (Mário Pinto), Mineiro (Alvinho) e Celso. TÉCNICO: Charles Williams
FLUMINENSE: Spíndola; Délcio e Py; Ivan Mariz, Fernando Giudicelli e Pedro Fortes; Ripper, Zezé, Nascimento, Milton e Bouças. TÉCNICO: Eugênio Medgyessi

Torneio Otávio Pinto Guimarães

Gallo. o herói do jogo

Em partida da 8ª rodada do Torneio Octávio Pinto Guimarães de Juniores, o Vasco derrotou a Portuguesa por 3x0 na tarde desta quarta-feira (05/11) no Vasco Barra. Os três gols cruzmaltinos foram marcados por Gallo.

O Vasco atuou com: Cestaro, Renatinho, Wesley, Junior, João Paulo e Carlinhos; Fernando, Jéferson Silva (Tiago Souza) e Gallo; Éder (Miguel) e Carlos Antonio (Dico).

O Gigante da Colina volta a jogar pela competição no próximo sábado (08/11), às 16h, contra o Mesquita fora de casa.

Jogos do Vasco no Torneio Octávio Pinto Guimarães de Juniores:

11/10 - Portuguesa 1x2 Vasco - Ilha do Governador
15/10 - Vasco 4x1 Mesquita - São Januário
22/10 - Arraial do Cabo 3x2 Vasco - CT do Rio de Janeiro
25/10 – Vasco 2x0 Duque de Caxias – Vasco Barra
28/10 – Vasco 2x2 Boavista – Vasco Barra
30/10 – Bonsucesso 3x1 Vasco – Bonsucesso
01/11 – Boavista 0x6 Vasco – Seropédica
05/11 – Vasco 3x0 Portuguesa – Vasco Barra
08/11 às 16h – Mesquita x Vasco - Mesquita

Campeões Estaduais de Aspirantes

Ano Campeão
1941 Fluminense
1942 Vasco da Gama
1943 Vasco da Gama
1944 Fluminense
1945 Fluminense
1946 Vasco da Gama
1947 Vasco da Gama
1948 Vasco da Gama
1949 Vasco da Gama
1950 Bangu
1951 Fluminense
1952 Fluminense
1953 Fluminense
1954 Fluminense
1955 Flamengo
1956 Flamengo
1957 Fluminense
1958 Botafogo
1959 Botafogo
1960 Vasco da Gama
1961 Vasco da Gama
1962 Fluminense
1963 Fluminense
1964 Vasco da Gama
1965 Botafogo
1966 Vasco da Gama
1967 Vasco da Gama
1968 América
1970 Flamengo
1969 - Não houve disputa
Campeonato era jogadoo na preliminar do time principal a partir de 1941

Fonte: http://www.geocities.com/Baja/Canyon/9788/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Os 50 maiores públicos do Campeonato Estadual

15/12/63 194.603 Fluminense 0-0 Flamengo [177.656p]
04/04/76 174.770 Flamengo 1-1 Vasco
15/06/69 171.599 Flamengo 2-3 Fluminense (rodada dupla)
15/06/69 171.599 Botafogo 0-0 Portuguesa-RJ (rodada dupla)
22/12/74 165.358 Flamengo 0-0 Vasco
06/12/81 161.989 Flamengo 2-1 Vasco

19/08/73 160.342 Flamengo 0-0 Vasco (rodada dupla)19/08/73 160.342 Bangu 2-1 Madureira (rodada dupla)29/04/79 158.477 Flamengo 2-2 Botafogo
16/05/76 155.116 Fluminense 0-0 Flamengo
01/05/68 155.098 Flamengo 2-1 Vasco [134.185p]
16/12/84 153.520 Flamengo 0-1 Fluminense

29/09/77 152.059 Flamengo 0-0 Vasco
01/06/69 149.191 Botafogo 1-2 Flamengo
28/04/68 149.005 Botafogo 0-2 Vasco [124.435p]
15/12/62 146.287 Botafogo 3-0 Flamengo
18/12/66 143.978 Bangu 3-0 Flamengo (rodada dupla)
18/12/66 143.978 Olaria 2-0 Bonsucesso (rodada dulpa)

14/03/71 142.892 Botafogo 2-0 Flamengo
27/06/71 142.339 Botafogo 0-1 Fluminense
09/06/68 141.689 Botafogo 4-0 Vasco [120.178p] (rodada dupla)
09/06/68 141.689 Fluminense 2-0 América [120.178p](rod. dupla)
04/04/56 139.599 América 1-4 Flamengo [120.000p]
03/06/79 139.098 Botafogo 1-0 Flamengo

02/08/70 138.599 Fluminense 2-0 Flamengo
22/04/79 138.557 Fluminense 1-1 Flamengo [131.810p]
26/03/72 137.261 Botafogo 0-0 Flamengo
23/04/72 137.002 Flamengo 5-2 Fluminense
07/09/72 136.829 Flamengo 2-1 Fluminense

18/10/64 136.606 Fluminense 3-3 Flamengo
24/04/77 134.787 Flamengo 0-3 Vasco
13/06/76 133.444 Vasco 1-1 Flamengo (rodada dupla)
13/06/76 133.444 Madureira 0-0 Portuguesa-RJ (rodada dupla)
29/05/77 131.741 Vasco 2-0 Botafogo
08/06/69 131.256 Flamengo 1-1 Vasco (rodada dupla)
08/06/69 131.256 Fluminense 2-0 Bonsucesso (rodada dupla)

17/01/59 130.901 Vasco 1-1 Flamengo
17/04/77 129.794 Botafogo 1-2 Flamengo
18/03/79 128.277 Flamengo 3-0 Botafogo
18/04/76 127.849 Botafogo 0-1 Flamengo
10/08/86 127.806 Vasco 2-0 Flamengo

29/08/76 127.123 Fluminense 2-2 Vasco
03/10/76 127.052 Fluminense 1-0 Vasco
21/03/99 126.619 Vasco 3-0 Fluminense [105.500p]
07/08/75 125.988 Flamengo 0-1 Vasco
3/09/79 124.432 Flamengo 1-0 Fluminense

18/04/71 123.229 Botafogo 1-0 Fluminense [99.991p]
07/10/56 123.063 Flamengo 1-1 Vasco
21/09/52 123.000 Fluminense 1-0 Vasco [109.325p]
15/04/79 122.596 Flamengo 2-1 Vasco
19/09/82 122.481 Flamengo 0-0 Vasco

29/08/82 122.142 Flamengo 3-0 Fluminense
28/01/51 121.765 Vasco 2-1 América [104.775p]
20/04/86 121.093 Flamengo 0-2 Vasco
10/01/54 121.007 Flamengo 4-1 Vasco
17/09/78 120.655 Flamengo 0-0 Vasco

Fonte: www.supervasco.com

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Campeonato Carioca 2008


VASCO DA GAMA (RJ) 1 X AMERICANO (RJ)
Data : 23/01/2008
Campeonato Carioca
Local : Estádio São Januário / Rio de Janeiro
Público : 2.171.
Árbitro : Gutemberg de Paula Fonseca.
Gol : Morais 24/1º
VASCO DA GAMA : Tiago, Wagner Diniz, Xavier (Vílson), Jorge Luiz, Marcus Vinícius, Jonílson, Beto (Amaral), Leandro Bomfim, Morais, Alex Teixeira (Abuda) e Alan Kardec / Técnico : Alfredo Sampaio.
AMERICANO : Wender, Cafu, Gil, Ciro, Ivan, Rondinelli, Silva, Leandro Leite, Izaias (Bruninho), Rodrigo Alves (Pachola) e Romualdo (Alexandre) / Técnico : Sérgio Alexandre .
Expulsão : Gil (Americano).

MADUREIRA (RJ) 3 X 4 CABOFRIENSE (RJ)
Data : 24/01/2008
Campeonato Carioca
Local: Conselheiro Galvão Rio de Janeiro
Público: 192.
Árbitro : Luís Antônio Silva dos Santos.
Gols: Leandro Amaro 01/, Muriqui 25/,Vanderson 31/ e Fabinho 35/1º; Muriqui 02/ e Muriqui 07/2º
MADUREIRA: Renan, China, Paulo César, Odvan, Amarildo (Ruy), Marcelo Mendes, Wagner, Amaral (Tiago Brito), Paulo Roberto (Doriva), Muriqui e Creedence / Técnico : Carlos Roberto.
CABOFRIENSE: Gatti, Oziel (Maicon), Leandro Amaro, Douglas Assis, Vanderson, Marcos Marins (Guerra), Tenório, Júlio César (Márcio), Têti, Charles e Fabinho / Técnico : Aílton Ferraz
FLAMENGO (RJ) 4 X 1 CARDOSO MOREIRA (RJ)
Data : 24/01/2008
Campeonato Carioca
Local
: Estádio doMaracanã / Rio de Janeiro
Público: 15.287.
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Gols: Ibson 21/, Souza 45/1º, Wagner Carioca, 09/,Juan 22/ e Leonardo Moura 36/2º
FLAMENGO : Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan, Jaílton (Obina), Jônatas, Toró, Ibson (Rodrigo), Marcinho e Souza (Maxi Biancucchi)/ Técnico : Joel Santana.
CARDOSO MOREIRA: Macula, Caboclo, Paulo Roberto, Ernandes, Neném, Índio, Rincón, Bruno Rafael (Rodrigo), Germano, Léo Santos (Eliomar) e Wagner Carioca (Fábio Tosca) / Técnico : Charles Guerreiro.
Expulsão : Ernandes

FLUMINENSE (RJ) 2 X 2 MACAÉ (RJ)
Data
: 26/01/2008
Campeonato Carioca
Local : Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Público : 13.643.
Árbitro : Ubiraci Damásio de Oliveira
Gols: Thiago Neves 21/1º, Steve 26/1º e Jones 41/1º; Cícero 17/2º
FLUMINENSE : Diego, Gabriel (Cícero), Luiz Alberto, Thiago Silva, Gustavo Nery (Júnior César), Arouca, Ygor, Thiago Neves, Dodô, Washington e Leandro Amaral / Técnico : Renato Gaúcho.
MACAÉ : Cássio, Mário César (Andrezinho), André, Souza, Bill, Marcinho, André Gomes, Steve, Wallacer, Bruno Mezenga (Zada) e Jones / Técnico : Tita

AMÉRICA (RJ)2 X 4 VOLTA REDONDA (RJ)
Data : 26/01/2008
Campeonato Carioca
Local : Estádio Giullite Coutinho / Mesquita
Público : 304
Árbitro : Marcelo de Souza Pinto.
Gols: Marcinho 15 e Maciel 17/1º; Marcinho 04, Leandro Sena 43, Lourival 32 e Deni 48/2º
AMÉRICA : Fábio Carvalho, Bruno Carvalho (Jeffinho), Marcos, Mário Abrahão, Maciel, Válber, Maycon, Élvis (Fernando), Léo Maringá, Marco Brito (Messias) e Lourival / Técnico : Amarildo.
VOLTA REDONDA : Volta Redonda : Edinho, Júlio César, Alemão, Aílson (Carlão), Hamílton, Alexandre, Butti, Glauber (Leandro Sena), Marcinho (Lecheva) Léo Guerra e Deni / Técnico : Válter Ferreira
Expulsão : Léo Maringá (América).

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vascão vence o Flu no Maracanã

Com um gol de Wagner Diniz, o Vasco venceu o Fluminense por 1x0 na noite deste domingo (02/11) no Maracanã pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Gigante da Colina chega aos 34 pontos e fica na 18ª posição no torneio.
O Vasco volta a campo no próximo sábado (08/11), às 18h30, para enfrentar o Santos em São Januário.

O jogo

Vascaínos e tricolores fizeram um primeiro tempo de muita correria e alguns gols perdidos. O Vasco teve as três primeiras oportunidades, todas em chutes da entrada da área. Alex Teixeira, Mateus e Rodrigo Antônio mandaram por cima suas chances. O Fluminense assustou aos 15 minutos. Conca recebeu na esquerda e bateu forte, cruzado rente à trave esquerda de Rafael.

O jogo melhorou depois dos 30 minutos. Aos 32, Washington recebeu na área e ajeitou para Fabinho chutar. Jorge Luiz chegou de carrinho e salvou o time cruzmaltino. Cinco minutos depois foi a vez de Eduardo Luiz salvar o Vasco. Thiago Silva cruzou rasteiro da direita e o zagueiro cortou para escanteio, impedindo que Everton Santos completasse para o gol vazio. A equipe de São Januário quase abriu o placar aos 42 minutos. Madson cobrou falta na área, Jorge Luiz raspou de cabeça e obrigou Fernando Henrique a fazer ótima defesa.

Na volta do intervalo, o Fluminense teve uma boa oportunidade logo no primeiro tempo. Eduardo Ratinho, que entrara no lugar de Carlinhos, soltou a bomba da entrada da área e Rafael espalmou. Aos 4 minutos, Carlos Eugênio Simon fez jus à sua carreira sempre prejudicial ao Vasco e ignorou pênalti claro de Júnior César sobre Wagner Diniz. A equipe tricolor levou perigo aos 10. Washington rolou para Fabinho, da entrada da área, bater forte à direita de Rafael.

Dois minutos depois foi a vez de o Vasco assustar. Madson cobrou falta e Eduardo Luiz, de cabeça, mandou rente ao pé da trave esquerda tricolor. Aos 15, Madson puxou contra-ataque e tocou para Mateus, que tentou o chute. Thiago Silva cortou de carrinho. O Gigante da Colina abriu o placar aos 27 minutos. Madson recebeu na direita, levantou na área, Alex Teixeira dividiu e a bola sobrou para Wagner Diniz, que dominou no peito e tocou na saída de Fernando Henrique: 1x0.

O segundo gol quase saiu aos 31. Pinilla recebeu na direita e bateu cruzado. Fernando Henrique espalmou e Madson passou da bola. O Fluminense quase empatou aos 34. Conca cobrou falta na cabeça de Everton Santos. Odvan desviou e jogou para escanteio. Com a equipe das Laranjeiras em busca do empate, o Vasco teve chances nos contra-ataques. Em duas chances Madson tentou surpreender Fernando Henrique. Na primeira, a bola saiu à direita e na segunda, o goleiro tricolor encaixou. A grande chance tricolor veio aos 41 minutos. Ciel recebeu na direita, fez o corte e chutou. Rafael jogou para escanteio.

Fluminense 0 x 1 Vasco da Gama
Local: Maracanã
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)
Público: 40.556 presentes
Gol: Wagner Diniz aos 27 minutos do 2º tempo.
Cartões amarelos: Fabinho e Everton Santos (Fluminense); Fernando e Rodrigo Antônio (Vasco).

FLUMINENSE; Fernando Henrique; Carlinhos (Eduardo Ratinho), Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César; Fabinho (Ciel), Wellington Monteiro, Arouca (David) e Darío Conca; Everton Santos e Washington. Técnico: Renê Simões.
VASCO DA GAMA: Rafael; Eduardo Luiz, Fernando (Odvan) e Jorge Luiz; Wagner Diniz, Jonílson, Mateus (Leandro Bomfim), Madson, Alex Teixeira e Rodrigo Antônio; Alan Kardec (Pinilla). Técnico: Renato Gaúcho.


Fonte: www.sambafoot.com.br

Dá-lhe Duque de Caxias

O Duque de Caxias foi até o Mangueirão, em Belém, e ganhou mais uma neste Octogonal. A vítima novamente foi o Águia de Marabá. Gleydeson abriu o placar para o Águia e Dudu, virou a partida com dois gols, um em cada tempo. Com isso, o Duque chegou a sua maior sequência invicta na Série C, quatro jogos. Três vitórias e um empate.

JOGO

O Águia começou com tudo e logo antes do primeiro minuto já tinha chegado com perigo com Aleílson. O Duque respondeu logo em seguida com Renatinho que chutou forte e o goleiro Ângelo fez uma linda defesa. O Águia ficou pressionando no início do jogo e teve vários escanteio. O Duque apostava nos contra-ataques e quando chegava, ia com perigo ao gol do adversário. A pressão do Águia surtiu efeito aos 21 minutos, Soares cobrou escanteio e, depois de confusão na área, Gleydeson abriu o placar. Três minutos depois, a zaga marabaense falhou feio, Dudu roubou a bola e empatou a partida.

Goleiros salvam

Aos 40, foi um lá e cá literalmente. Primeiro Marcondes invadiu a área e Douglas Vieira fez linda defesa, a bola sobrou com a zaga que ligou o contra-ataque caxiense com Reginaldo. O atacante lançou Renatinho que chutou forte e foi a vez do goleiro do Águia fazer grande defesa. E a primeira parte terminou empatada.

Na segunda etapa, foi a vez do Duque começar pressionando e com apenas dois minutos, o atacante Dudu perdeu um gol de cara e o goleiro Ângelo mandou para escanteio. Aos 9, Léo Rosa cruzou da direita e Ciro cabeceou com muito perigo.

Virada Caxiense




O Duque respondeu em grande estilo, em outra falha da defesa, Dudu entrou livre na área e chutou cruzado, a bola ainda desviou na zaga antes de entrar.

Logo depois, João Pedro, perdeu uma chance incrível de empatar. O Duque queria mais e após corte errado da zaga, Alan chutou forte e a bola passou perto. Depois disso, o Águia vinha botando pressão mas os atacantes não estavam inspirados e desperdiçaram chances de empatar a partida.

Com o placar, o Duque voltou ao G-4, agora com 13 pontos na terceira colocação, o Águia caiu para a quarta colocação se mantendo com 12 pontos. Na próxima rodada, o Duque enfrenta em casa o Campinense, uma vitória do Duque, o leva para a vice-liderança do Octogonal. Já o Águia viaja até o sul para enfrentar o Brasil de Pelotas.

FICHA

Estádio: Olímpico do Pará (Mangueirão), Belém-PA
Árbitro: Róbson Martins Ferreira (MA)
Público pagante: 2.315
Renda: R$ 12.770,00
Cartões amarelos: Darlan, Edcléber e Gustavo (AMFC); Cléber e Geovani (DCFC).
Gols: Gleydeson 22'1ºT (1-0); Dudu 25'1ºT (1-1); Dudu 13'2ºT (1-2).

ÁGUIA DE MARABÁ: Ângelo; Léo Rosa (Beto); Darlan, Edcléber e Marcondes (João Pedro); Gleydeson, Gustavo, Soares e Ciro; Aleílson e Peri (João Paulo). Técnico: João Galvão.

DUQUE DE CAXIAS: Douglas Vieira; Douglas Silva, Tinoco, Edmílson (Róbson) e Alan; Silva, Cléber, Juninho (Geovani) e Renatinho; Dudu e Reginaldo (João Rodrigo). Técnico: Paulo Sérgio (interino)






Fonte: Anderson Sloth - Blog do Duque de Caxias

domingo, 2 de novembro de 2008

Bangu derruba a invencibilidade do Olaria na Rua Bariri

Com atuação destacada do atacante Bruno Luiz, o Bangu venceu o Olaria por 2 a 1 na Rua Bariri e assumiu a liderança do quadrangular final da Segundona. A partida, que foi marcada pelo equilíbrio, começou com superioridade do Bangu, que parecia jogar em casa nos primeiros dez minutos. A equipe tomou a iniciativa e criava as melhores oportunidades de ataque e chegava com perigo ao gol de Vinicius.

A primeira boa chance de abrir o placar aconteceu em uma cobrança de falta, logo aos 7 minutos. Baiano chutou forte, mas a barreira abriu e a bola foi para fora. Vinícius chamou a atenção da defesa, para não repetir a falha. Aos poucos o time da casa cresceu na partida, mas não chegava ao gol com eficiência. Aos 11 aconteceu a primeira ameaça do time leopoldinense: William cruzou a bola na área, mas o goleiro Cléber se antecipou para interceptar o lance.

As equipes alternavam bons e maus momentos, e o Olaria saiu na frente quando o Bangu estava melhor em campo. Marcelo partiu para o ataque e tabelou com Ivan, que devolveu para o meia em boa posição, pronto para marcar. Com o pé direito, chutou forte e marcou seu primeiro gol no campeonato: Olaria 1 a 0 Bangu, aos 27 minutos.

Com o gol o time da casa reencontrou a confiança e iniciou uma pressão. Aos 29 Givaldo avançou pela ponta esquerda e fez belo cruzamento para a área, novamente interceptado por Cléber. O Bangu soube suportar a pressão e pouco errava. A recompensa pela tranqüilidade apareceu aos 42 minutos. Baiano cobrou falta, e a bola sobrou para o atacante Bruno Luiz, que chutou forte e enganou o goleiro Vinícius, encoberto.

Pressão do Bangu no segundo tempo

O Olaria voltou para o segundo tempo mais determinado, mas continuou ineficiente nas finalizações e levava sustos. Aos 10 minutos, o lateral Valdir, cobrador oficial dos lances de bola parada, cobrou falta e a bola explodiu na trave direita de Vinícius. Cinco minutos depois o lateral cruzou para Sassá, que cabeceou para fora.

O capitão Jordan fez falta em Valdir aos 17 e, como já tinha cartão amarelo, foi expulso e deixou o Olaria com apenas dez jogadores. Mesmo com um a menos, a equipe não perdeu o ímpeto ofensivo e seguiu em busca do gol da vitória, mas cedia espaços preciosos.

Aos 21 William tentou surpreender Cléber ao cobrar uma falta direto para o gol, mas o camisa 1 do Bangu estva atento e afastou o perigo ao colocar a bola para escanteio.

O gol da virada veio aos 38 minutos: Baiano bateu cruzado e forte para o gol, mas Bruno Luiz teve tranqüilidade para dominar e tocar para o fundo da rede: Bangu 2 a 1. Com a vitória quase garantida, o artilheiro da partida foi substituido pelo zagueiro Anderson Luiz e deixou o campo como o herói da tarde. No outro jogo da rodada, o Tigres venceu o Aperibeense por 1 a 0 e divide a liderança do quadrangular com o Bangu, ambos com 4 pontos. O Aperibeense aparece na terceira posição, com três pontos, e o Olaria, que ainda não pontuou nesta fase, é o lanterna.

As equipes voltam a campo nesta quarta-feira (5). O Bangu irá até o Noroeste Fluminense encarar o Aperibeense, enquanto o Olaria terá pela frente o Tigres, em Edson Passos. As duas partidas terão início às 16 horas.

OLARIA (RJ) 1 X 2 BANGU (RJ)
Data: 01/11/2008
Local: Estádio Mourão Filho / Rio de Janeiro
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca
Assistentes: Jackson Lourenço Massara dos Santos e Wendel de Paiva Gouveia
Gols: Marcelo 27/1°, Bruno Luiz 42/1° e 38/2°
OLARIA: Vinícius; Ivan, Jordan, Marlon e Angelo; Davi, Thiago, Marcelinho (Leandro) e Carlos (Hernandes); William e Givaldo / Técnico: Gustavo Ferreira.
BANGU: Cléber; Abílio (Gleisson); Márcio Cleick e Edinho; Valdir, Baiano, Beto, Thiago Costa (Anderson Borges) e Fred; Bruno Luiz (Anderson Luiz) e Sassá /Técnico: Antonio Carlos Roy.

Crédito: http://www.sidneyrezende.com/

sábado, 1 de novembro de 2008

Brasileiro 2008

O Flamengo perdeu uma grande oportunidade de encostar ainda mais no topo da tabela do Campeonato Brasileiro. A equipe rubro-negra empatou com a Portuguesa em 2 a 2, neste sábado, no Maracanã, e segue na quinta colocação do Campeonato Brasileiro com 57 pontos.

O resultado foi um presente para o Palmeiras, para o São Paulo, para o Cruzeiro e para o Grêmio. Todas essas equipes entram em campo neste domingo e podem aumentar ainda mais a vantagem em relação ao clube da Gávea. Os gols rubro-negros foram marcados por Fabio
Luciano e Maxi, enquanto que Jonas e Athirson fizeram para a Lusa.
Na próxima rodada, o Flamengo faz o clássico carioca com o Botafogo, no domingo, em compromisso remarcado para o Maracanã pela CBF. Porém, a partida ainda pode voltar a ser disputada no Engenhão, estádio do Glorioso, pelo fato de a diretoria do clube alvinegro não aceitar a mudança do local de disputa. Já a Portuguesa, que segue em 14º lugar com 36 pontos, pega o São Paulo, no Canindé, no sábado.
Depois do gol de empate do Flamengo, houve um pequena confusão por causa de pegar a bola no fundo da rede e sendo expulsos Obina e Patrício.

FLAMENGO (RJ) 2 X 2 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 01/11/2008
Local: Estádio do Maracanã /Rio de Janeiro
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Aparecido Donizetti Santana (PR) e José Carlos Dias Passos (PR)
Cartões amarelos: Bruno Rodrigo e Preto (POR); Everton e Maxi (FLA)
Cartões vermelhos: Obina (FLA) e Patrício (POR)
Público: 44 mil torcedores
Renda: R$ 691.387 mil
Gols: Fabio Luciano 05/1º ; Jonas 09, Athirson 15, Maxi 38/2º
FLAMENGO: Bruno, Jaíton (Maxi), Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Toró, Kleberson (Fierro), Ibson e Juan; Marcelinho Paraíba (Everton) e Obina / Técnico: Caio Júnior
PORTUGUESA: Gottardi, Bruno Rodrigo, Ediglê (Hallison) e Érick; Patrício, Gavillan, Rai, Preto (Dias) e Athirson, Jonas (Heverton) e Edno / Técnico: Estevam Soares

Fonte: www.uol.com.br

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ademir Menezes



Nome: Ademir Menezes
Apelido: Queixada
Nome Completo: Ademir Marques de Menezes
Nascimento / Falecimento: 8 novembro 1922 / 11 maio 1996
Posição: atacante
Seleção: brasileira
Copas: 1 (Brasil, 1950)
Início / Fim da carreira: 1938 / 1956


História

Bigode fino, cabelos com brilhantina e sapatos bicolor. Só isso já seria o bastante para fazer de Ademir Marques de Menezes um tipo notável. Mas havia o queixo, um respeitável queixo, que lhe rendeu o apelido de "Queixada". E havia também os gols, marcados de balaio com a cabeça, pé direito, esquerdo, barriga ou qualquer outra parte do corpo. Ademir fez história no futebol brasileiro como um dos mais fortes e velozes atacantes que já vestiram a camisa amarela da Seleção. Poderia estar entre os maiores de todos os tempos não fosse a fatalidade daquela final na Copa de 50, quando o favoritíssimo Brasil perdeu para o azarão uruguaio. Ademir esteve para o Mundial do Brasil como Maradona para a Copa de 86 ou Romário para o tetra de 94. Na Copa de 50, Queixada foi o artilheiro com nove gols em apenas seis jogos e simplesmente arrasou. Mas o Brasil não levantou o caneco e Ademir também não se tornou uma estrela planetária.

Insuperável nas arrancadas com a bola sob controle (chamadas na época de "rush"), sempre fulminantes, e capaz de concluir com os dois pés com uma imensa precisão. Artilheiro nato, raramente perdia gols em lances na pequena área. Seu estilo de jogo deu origem a posição de “Ponta de Lança”, sua versatilidade em atuar em qualquer posição do ataque e sua habilidade nas arrancadas a caminho do gol obrigou a adoção de novos sistemas de jogo pelos técnicos para tentar contê-lo.

Não tomava grande distância da bola para chutar, sem mudar o passo, partia para bola surpreendendo muitas vezes o goleiro. No time que jogava, longos lançamentos eram feitos pra aproveitar sua velocidade. No Vasco teve lançadores fenomenais, como Ipojucan e Danilo (“o Príncipe”).
Ele começou a carreira no Sport-PE, como juvenil, em 1937, descoberto pelo técnico uruguaio Ricardo Diez. Em 1941, com apenas 19 anos, começou a ganhar fama ao conquistar o título do Campeonato Pernambucano de 1941. De quebra, foi artilheiro com 11 gols. Recife começava a ficar pequena para o seu futebol.

Ademir chegou a São Januário em 1942, sem concluir a Faculdade de Medicina, onde cursava o quarto ano, em Recife. As arrancadas irresistíveis e a incrível capacidade de conclusão logo o transformaram em um ídolo da torcida. Foi campeão carioca em 1945 e trocou o Vasco pelo Fluminense no final da temporada, na chamada transferência da década. Com 301 gols em 429 partidas, Ademir tornou-se o maior ídolo e artilheiro da história do Vasco da Gama, até ser ultrapassado em números de gols por Roberto Dinamite. Pelo Vasco, integrou um dos maiores times da história do futebol mundial, o “expresso da vitória”, pelo qual conquistou inúmeros títulos.

Gentil Cardoso, treinador que marcou época, dissera aos dirigentes do tricolor: "Dêem-me Ademir que lhes darei o campeonato". Não deu outra. Ademir ajudou o Fluminense a conquistar o Campeonato Carioca de 1946. Mas a sua estadia nas Laranjeiras durou pouco: no ano seguinte, regressou ao Vasco.

Ao marcar o gol da vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo no jogo final, em São Januário, o Tricolor sagrou-se campeão em 1946 , no torneio mais emocionante da história do Campeonato Carioca , pois sendo disputado por pontos corridos terminou com quatro equipes empatadas em primeiro lugar, sendo necessária uma disputa extra entre eles que ficou conhecida como Supercampeonato. De volta à São Januário, ele foi campeão do Rio de Janeiro em 1947, 1949, 1950, 1952 e 1956. Também ganhou o Campeonato Sul-Americano de Clubes, disputado em Santiago, no Chile, em 1948.

Em 1949, jogando o Sul-Americano pela seleção brasileira, Ademir marcou quatro gols no goleiro paraguaio Garcia. Algum tempo depois, quando Garcia se transferiu para o Flamengo, Ademir sempre conseguia marcar no mínimo um gol. “Não que o Garcia não fosse bom goleiro, até pelo contrario. Ele era um ótimo goleiro, apenas eu dava sorte quando jogava contra ele”. Por isso Ademir chegou a ser chamado de "Carrasco do Flamengo".

Apesar de seu passe ter custado apenas 800 mil-réis, Ademir foi o primeiro profissional a exigir luvas (40 contos), mas o Vasco pagou 45 contos e venceu a disputa com o Fluminense para tirá-lo do Sport Club do Recife. Seu salário era de 500 mil réis.

Pela Seleção Brasileira, Ademir Menezes disputou 41 partidas e marcou 35 gols. Seu principal título foi o Sul-Americano de 1949. Artilheiro notável, fez nove gols em seis jogos e é um dos dois únicos brasileiros (o outro é Leônidas) a fazer quatro gols em apenas um jogo de Mundial ­na goleada contra a Suíça. Depois da Copa, sofreu lesões no pé e nos meniscos que o afastaram durante meses dos gramados. Já em 1956, com apenas 31 anos, pendurou as chuteiras no Vasco. Morreu no Rio, em 1996, vítima de câncer na medula. Em julho de 1999, o Sport mandou construir uma estátua de dois metros de altura, em frente à sua sede, para homenagear o ídolo.


Clubes

- Sport Recife: 1938/1941;
- Vasco da Gama: 1942/1945 e 1948/1955;
- Fluminense: 1946/1947.


Principais fatos

- Artilheiro do campeonato carioca: 1949, 1950;
- Artilheiro do campeonato pernambucano: 1941;
- Artilheiro da Copa do Mundo: 1950;
- Artilheiro do torneio Rio-São Paulo: 1951;
- Campeonato Brasileiro: 1943, 1944, 1946 e 1950;
- Campeonato Carioca: 1945, 1949, 1950 e 1952;
- Campeonato Pernanbucano: 1940 e 1941;
- Copa América: 1949;
- Copa Libertadores: 1948;
- Copa Rio Branco: 1947, 1950;
- Copa Roca: 1945;
- Copa Oswaldo Cruz: 1950;
- Jogos Panamericanos: 1952;
- Supercampeonato Carioca: 1946;
- Torneio Octogonal do Chile: 1953;
- Torneio Quadrangular do Rio: 1953;
- Torneio Rivadavia Corrêa Meyer do Rio de Janeiro: 1953.

Fonte: http://geniosdofutebol.blogspot.com/2006/09/ademir-menezes.html

Atlético Paraense nunca venceu o Vasco no Rio de Janeiro

Além da dificuldade de enfrentar um adversário direto, na luta contra o rebaixamento, o Atlético-PR terá que quebrar uma persistente escrita, em jogos com o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Como visitante, o Furacão nunca venceu o oponente desta quinta-feira.

Desde 1977, em 12 jogos disputados no estádio do adversário - entre Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana - o time paranaense sofreu dez derrotas e obteve apenas dois empates. Marcou onze gols e sofreu 25.

A última vez que jogou, e não perdeu na casa vascaína, foi em 2000, quando empatou por 2 a 2, pelo Brasileirão. De lá para cá aconteceram mais seis jogos, todos vencidos pelo time carioca. O último encontro ocorreu no ano passado, pela Sul-Americana, e foi ganho pelo Vasco por 2 a 0, resultado que eliminou o Rubro-Negro da competição.

O jogo desta quinta-feira é um dos mais dramáticos, na história dos confrontos entre os dois clubes, que lutam diretamente para permanecerem na primeira divisão nacional. Ambos estão na zona de rebaixamento. O Atlético é o 18º colocado, com 31 pontos, apenas com um mais que o Vasco, o 19º.


http://esporte.uol.com.br/

2ª Divisão pega fogo

A Série B do Carioca já estava pegando fogo e agora promete esquentar de vez. Isso porque chegou ao fim à terceira fase da competição, e agora se inicia o quadrangular decisivo onde dois times ascenderão para a elite do estado do Rio de Janeiro.

Jogando na Rua Bariri, o Olaria empatou em 1 a 1 com o Goytacaz e garantiu-se como líder do Grupo A, já o time campista com a derrota irá amargar mais um ano na segunda divisão. No outro jogo do grupo, o Tigres derrotou em Xerém, a equipe do Nova Iguaçu por 3 a 1, ficou com a vaga restante e agora brigará pelo acesso.

Na outra chave da competição, CFZ, Portuguesa e Aperibeense brigavam pela última vaga, já que o Bangu já estava classificado. Em jogo realizado na Ilha do Governador, Portuguesa e CFZ morreram abraçados com o empate em 2 a 2, com isso a última vaga da chave ficou com o Aperibeense que derrotou o time reserva do Bangu, em Moça Bonita por 1 a 0, com o resultado o alvinegro do noroeste também disputará o quadrangular final que se inicia na próxima semana.

Grupo A
1-Olaria 12Pts
2-Tigres 11Pts
3-Goytacaz 8Pts
4-Nova Iguaçu 1Pt

Grupo B
1-Bangu 11Pts
2-Aperibeense 10Pts
3-Portuguesa 6Pts
4-CFZ 5Pts

Fonte: http://www.futnet.com.br

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

S.C. Mangueira

Sport Club Mangueira

Fundado por operários da fábrica ‘Chapéus Mangueira’, no dia 29 de julho de 1906, o rubro-negro tijucano, atuou na Rua Desembargador Isidro, 72. Nos dias de hoje, o local onde ficava o estádio abrange parte do clube Tijuca Tênis Clube. Ao todo, a SC Mangueira participou de oito campeonatos cariocas (1909, 12 e 13, 17 a 21).

No dia 30 de maio de 1909, no campo da Rua Voluntários da Pátria, a Mangueira sofreu a sua pior humilhação, que ironicamente colocou o time no Livro dos Recordes: Botafogo 24 a 0, sendo a maior goleada em campeonatos regionais, de todos os tempos. Os gols foram: Gilbert Hime (9), Flávio Ramos (7), Monk (2), Lulú Rocha (2), Raul Rodrigues, Dinorah, Henrique Teixeira e Emmanuel Sodré.
A SC Mangueira, que jogou com 10 jogadores, teve o seguinte time: Luiz Guimarães, José Perez e Carlos Mongey; Victor, Jonas Cunha e Justino Fortes; Alberto Rocha, João Pereira, Menezes e Maranhão.
Botafogo: Coggin; Raul Rodrigues e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulú Rocha e Edgard Pullen; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Monk, Gilbert Hime e Emmanuel Sodré.

O uniforme da SC Mangueira era camisa listrada na vertical vermelha e preta e calções brancos. A melhor colocação aconteceu em 1913 e 1917, quando terminou em oitavo lugar, dentre dez participantes. Após uma seqüência de insucessos, a Mangueira decidiu abandonar a competição em 1921.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Vasco ainda respira


Depois de mais de dois meses sem o gosto da vitória, o Vasco reencontrou o sorriso ao bater o melhor time do segundo turno até aqui, o Goiás, por 4 a 2, nesta quarta-feira, no Serra Dourada, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edmundo (2), Alex Teixeira e Madson marcaram os gols da equipe do Rio de Janeiro. Enquanto que, Paulo Baier, de pênalti, e Iarley fizeram para os mandantes.

Com o resultado, o Vasco, que com a vitória não bateu o recorde negativo de 1990 de nove jogos consecutivos sem vencer, permanece na zona de rebaixamento, mas chegou ao 18ª posto, com 30 pontos.

Já o Alviverde segue na nona posição, com 45. As duas equipes voltam a campo somente na próxima semana. O Goiás enfrentará o Palmeiras, na quarta-feira, às 20h30 (horário de Brasília), no Palestra Itália. Já a equipe de São Januário fará, em casa, um jogo de "seis pontos" contra o também ameaçado pelo Atlético-PR, também às 20h30, na quinta.

Vasco é superior e leva vantagem para segunda etapa

Com o desespero batendo à porta, o Vasco não se inibiu e partiu para cima do Goiás logo de início. Enquanto isso, o Goiás tentava aproveitar as brechas deixadas pelo time carioca, mas não ameaçava a meta carioca nos primeiros minutos. A maior aplicação cruzmaltina surtiu efeito logo aos 20 minutos. Edmundo aproveitou rebote de Harlei e mandou para o gol.

Dois minutos mais tarde, um lance polêmico. Matheus foi derrubado dentro da área e foi derrubado por Ernando. O árbitro Leonardo Gaciba, porém, deixou o lance seguir. Aos 28, a torcida vascaína se encheu de esperança após Alex Teixeira ganhar na corrida do zagueiro e deslocar de Harlei.

Todavia, a celebração durou pouco. Valmir fez pênalti infantil em Vitor, Paulo Baier foi para a cobrança e diminuiu aos 28. Esse poderia ser o indício de que o time da casa cresceria no encontro, o que não aconteceu. O Vasco assimilou bem o golpe e administrou a vantagem até o fim do primeiro tempo

Edmundo desequilibra e Vasco consolida o triunfo

No intervalo, o técnico Hélio dos Anjos deixou claro que iria dar um "puxão de orelha" em seus comandados. A bronca deu certo e o Goiás parecia outro na etapa final. Sentido a fragilidade do setor ocupado por Valmir, o Esmeraldino insistia nas jogadas pela direita de ataque.

A maior prova disso é que o time da casa chegou ao empate explorando a fragilidade do Vasco no setor, Iarley completou para o gol centro de Vitor. Contudo, ao contrário de outros jogos, a sorte parecia ter sorrido para o time da Colina. Madson, aos 12, arrematou, a bola desviou em Henrique e enganou Iarley.

Cinco mais tarde, a genialidade de Edmundo, que vinha muito bem na partida, fez a diferença. O atacante foi seguro por Paulo Henrique na área e, com personalidade, cobrou o pênalti que daria ao Vasco a tranqüilidade no resto do jogo.

A equipe da Colina passou a administra o resultado. Renato Gaúcho, enfim, conquistaria a sua primeira vitória desde o retorno ao Cruzmaltino. Já o Goiás teria quebrada a seqüência de oito partidas sem derrota e praticamente daria adeus ao sonho de disputar a Copa Libertadores em 2009.

VASCO DA GAMA (RJ) 4 X 2 GOIÁS (GO)
Data: 22/10/2008
Local: Serra Dourada / Goiânia
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Assistentes: Paulo Ricardo Silva Conceição (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Paulo Henrique, Paulo Baier e Júlio César (Goiás); Alex Teixeira (Vasco)
Gols: Edmundo 20, Alex Teixeira 28 e Paulo Baier 32/1º; Iarley 9, Madson 12, Edmundo 17/2º
GOIÁS: Harlei, Ernando, Henrique e Paulo Henrique; Vitor, Fahel (Ramalho), Fernando, João Paulo, Paulo Baier e Júlio César (Thiago Feltri); Iarley e Anderson Gomes/ Técnico: Hélio dos Anjos
VASCO DA GAMA:Rafael, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Fernando;Baiano (Wagner Diniz), Jonílson, Mateus (Leandro Bomfim), Madson e Valmir; Edmundo e Alex Teixeira (Pedrinho) / Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: http://www.uol.com.br/

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bangu A.C.

2008
Apelido: Bangu
Nome Real: Bangu Atlético Clube
Fundação: 17/4/1904
Endereço: Rua Sul-América 950 - Bangu CEP:21870-100 - Rio de Janeiro/RJ Telefone: (21) 331-1226
Estádio: Moça Bonita (15.000)
Uniforme: Listras verticais brancas e vermelhas, branco, listras brancas e vermelhas
Web Site: http://www.banguac.com.br/
Principais Títulos
Copa dos Campeões Estaduais: 1967
Estadual Carioca 1a. Divisão: 1933, 1966
Estadual Carioca 2a. Divisão 1911, 1914
Taça João Ferrer: 1907, 1911
Taça Romeu Dias Pinto: 1972
Torneio de Guayaquil 1957, 1962
Torneio de Nova York 1960
Copa Verão 2004
Taça A.J.Renner: 1957
Torneio Imprensa do Rio de Janeiro :1943
BANGU (RJ) 2 X 0 PORTUGUESA (RJ)
Data: 19/10/2008
Campeonato Carioca / 2ª Divisão
Local: Estádio Luso-Brasileiro / Ilha do Governador
Árbitro: Djalma Beltrame
Assistentes: Lino de Paula Leite e Gilberto Stina
Gols: Cássio (contra 16'/1º e Bruno Luiz (26'/1ºT
PORTUGUESA: Ricardo; Gil, Pablo, Cássio (Zé Ricardo) e Rodrigo Nunes (Leco); Gullit, Guadalupe, Glauber e Tiano (Fabiano); Éberson e Orlando / Técnico: Baiano
BANGU: Cléber Moura; Valdir, Abílio, Márcio Gleick e Baiano; Edinho, Beto, Tiago Costa (Vinícius) e Fred (Fábio Azevedo); Bruno Luiz (Sassa) e Somália /Técnico: Antônio Carlos Roy
Cartões amarelos: Gil, Pablo e Zé Ricardo (POR) / Fred e Bruno Luiz (BAC)

APERIBENSE (RJ) 1 X 3 BANGU (RJ)
Data:
16/10/2008
Campeonato Carioca / 2ª Divisão
Local: Estádio José Gonçalves Brandão / Aperibé
Árbitro: Luiz Antônio da Silva Santos
Assistentes: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos
Gols: Bruno Luiz (2), Thiago Costa
APERIBENSE: Zé Romário, Nenem, Éverton, Arthur, Jorginho. Magal, Geovane( Adão), Jhonatan( Ronzei), Walace, Moreno (Fabio Tosca) e Luis Claudio / Técnico: Índio.
BANGU: Cleber Moura, Valdir, Abílio, Anderson Luiz, Baiano (Fabiano), Edinho, Thiago Costa, Beto, Fred( Fábio Azavedo) Bruno Luiz e Somália ( Vitor Hugo) / Técnico: Roy
Cartões amarelos: Neném, Zé Romário (APB) e Fred e Beto (BAC)
Cartões vermelhos: Wallace e Arthur (APB)

FLAMENGO (RJ) 0 x 2 BANGU(RJ)
Data: 01 / 06 / 1952
Torneio Extra(Municipal)
Local: Estadio de São Januário
Gols: Décio Esteves, Vermelho.
Juiz: Wilson Lopes de Souza
FLAMENGO: Uberaba, Newton, Cido, Valter, Ribamar, Beto, Hamilton(Aloísio), Neca, Índio, Maurício e Itamar.
BANGU: Fernando, Joel, Zé Carlos, Zezinho, Barbatana, João Simes, Naldo, Vermelho, Russo, Décio Esteves, Ciro / Técnico: Ondino Vieira.

BANGU (RJ) 6 x 2 BOTAFOGO (RJ)
Data
:18/04/1926
Campeonato Carioca
Local: Rua Ferrer
Juiz: Octávio Almeida
Gols: Plínio, Ladislau (3), Anchyses (2); Orlando (2)
BANGU: Pastor, Luiz Antônio e Áureo; Arnô, Frederico e Belmiro; Christolino, Fausto, Plínio, Ladislau e Augusto Baiano (Nelson) (Anchyses).
BOTAFOGO: Pessoa (Ribas), Couto e Pardal; Antenor (Lagreca), Alfredinho (Juca) e Pamplona; Maciel, Alkindar, Orlando, Loló e Claudionor.

BANGU (RJ) 2 x 0 BONSUCESSO (RJ)
Data: 21/11/1957
Campeonato Carioca
Local: Estádio Teixeira de Castro
Juiz: Gualter Gama de Castro
Gols: Mário, Ubaldo Miranda.
BANGU: Ernani, Darci, Darci Faria, Haroldo, Zózimo, Nilton, Calazans, Mário, Ubaldo, Décio e Luiz Carlos.
BONSUCESSO: Barbosa, Bibi, Eli, Gilberto, Valdemar, Brandãozinho, Jair, Geraldo, Valter Prado, Nicola e Nilo.

Vasco da Gama x Botafogo.

Um pouco da história do clássico Vasco da Gama x Botafogo.

De José Renato Sátiro Santiago

Se trata de um dos mais emocionantes do futebol brasileiro.
Em 1934, ambas as equipes foram campeãs estaduais.
O Vasco da Gama pela Liga Carioca de Football, com 8 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 28 gols feitos e 16 sofridos.
O Botafogo foi campeão pela Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, com 6 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 21 gols feitos e 10 sofridos.

Nas finais de campeonatos cariocas, as equipes se encontraram apenas 4 vezes, e a vantagem é absoluta do Botafogo, campeão em todas oportunidades.

A primeira foi em 1948. Onze clubes disputaram o campeonato em turno e returno. Nilton Santos estreou no Botafogo naquela competição, a primeira com a obrigação dos times de usarem a numeração nas camisas.

Botafogo e Vasco chegaram na última rodada, em 12 de dezembro, com o mesmo número de pontos e de forma surpreendente o Alvinegro carioca derrotou o time vascaíno, o Expresso da Vitória, por 3 a 1, com gols de Paraguaio, Braguinha e Otávio .O gol do Vasco foi marcado pelo botafoguense Ávila. O elenco campeão foi formado por: Osvaldo, Gérson e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha. Já o grande Vasco jogou com: Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Ademir, Dimas, Ipojucan e Chico.

Vasco e Botafogo voltaram a decidir um título novamente em 1968. Apesar de precisar apenas de um empate, o Botafogo goleou o Vasco por 4 a 0, em 9 de junho, quando diante de mais de 140 mil pessoas no Maracanã. Os gols foram marcados por Roberto, Rogério, Jairzinho e Gérson. O Botafogo foi escalado com Cao, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César Lima. O Vasco da Gama entrou em campo com Pedro Paulo, Jorge Luís, Brito, Ananias (Sérgio) e Ferreira; Buglê e Danilo Menezes; Naldo (Alcir), Nei, Valfrido e Silvinho.

Depois de 22 anos, em 29 de julho de 1990, em um campeonato que teve um controverso regulamento, o Botafogo, com um gol de Carlos Alberto Dias, venceu o Vasco e conquistou o bicampeonato. O Botafogo foi campeão com Ricardo Cruz, Paulo Roberto, Wilson Gottardo, Gonçalves e Renato; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Djair, depois Gustavo; Donizete, Valdeir e Carlos Alberto Dias. O Vasco perdeu com Acácio, Luís Carlos Winck, Célio Silva, Quiñonez e Mazinho; Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro, Tita e William, depois Roberto; Sorato e Bismarck.

Em 1997, novamente se encontraram para decidir um campeonato, desta vez em duas partidas, nos dias 5 e 8 de julho. O primeiro jogo foi vencido pelo Vasco por 1 a 0, com gol de Ramon. Na segunda partida, o Botafogo devolveu o resultado, com um gol de Dimba, e foi campeão, uma vez que levava vantagem de acordo com o regulamento. O Botafogo foi para a final com Vagner, Wilson Goiano, Jorge Luís, Gonçalves e Jéferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aírton, depois Marcelo Alves; Dimba e Bentinho. O Vasco perdeu com Caetano, Alex, Moisés e Felipe; Luisinho, depois Luís Cláudio, Fabrício, Juninho, Ramon, depois Brener; Pedrinho e Edmundo.


Fonte: http://blogdobirner.net / José Renato

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A breve e gloriosa trajetória do Icaraí Futebol Clube

Quem por acaso leia a lista dos campeões fluminenses deve se perguntar: afinal que Icaraí Futebol Clube é este, campeão de 1941 e 1943 que sumiu sem deixar rastros e sequer é lembrado por pessoas com menos de 70 anos?
O Icaraí Futebol Clube surgiu por volta de 1940, montado pelo poderoso Cassino Icaraí, “point” da cidade de Niterói e que também funcionava como um balneário.
Em meio ao amadorismo vigente no então Estado do Rio (ao contrário da cidade do Rio o profissionalismo fluminense perdeu força e foi abandonado em 1940), o Icaraí Futebol Clube foi talvez o praticante mais cara-de-pau do chamado amadorismo marrom, contratando jogadores cariocas reconhecidamente profissionais e aliciando bons valores dos tradicionais clubes de Niterói, como Flu, Byron, Ypiranga e Canto do Rio.
O “clube do Cassino”, como era chamado, disputou o seu primeiro campeonato niteroiense em 1941, conquistando o título por pontos corridos após uma grande arrancada final. Embora alguns jornais elogiassem a vitória do novo “clube” (na verdade um time-empresa, pois à vera não dispunha de instalações clubísticas) outros já davam sinais de que o público da cidade não via com bons olhos aquele time que surgiu do nada para atrapalhar a vida do tradicional “grupo dos seis grandes”.
Com o título niteroiense de 1941, o clube ganhou o direito de disputar o Campeonato Fluminense, disputado em mata-mata entre os campeões municipais. Nas quartas de final, o clube derrotou o Esperança de Nova Friburgo por 1 a 0 fora e em casa massacrou os verdes serranos por 6 a 1.
A caminhada prosseguiu na semifinal com mais uma vitória esmagadora: 8 a 2 sobre o Royal, em Niterói. Em Barra do Piraí empate considerado injusto de 5 a 5, mas como o regulamento previa uma “melhor de quatro pontos” mais uma partida deveria ser realizada, em Niterói. O Royal, no entanto, desistiu da luta, considerando inevitável a derrota em Niterói.
Nas finais contra o Ypiranga de Niterói mais duas vitórias, sendo a última por inacreditáveis 7 a 1, conquistando assim o título fluminense invicto e com grandes goleadas no currículo.
Na temporada de 1942, sua segunda em competições oficiais, o clube conquistou com tranquilidade o bicampeonato da cidade, se classificando para mais um Campeonato Fluminense.
A FFD adotou nesse ano um critério de desempate muito criticado pela imprensa. Eliminando os custos de um terceiro jogo (o que resultava em muitas desistências no campeonato anterior), a FFD determinou que em caso de resultados iguais o clube de maior renda jogando em casa se classificaria. Sem torcida, isso seria um problema para o Icaraí.
Após eliminar com facilidade o Esporte Clube Belford Roxo (3 a 0 e 4 a 0) nas oitavas, o Icaraí enfrentou o Fluminense de Nova Friburgo nas quartas. O clube do Cassino, segundo os jornais, até jogou melhor, mas devido ao descuido da defesa saiu apenas com um empate de 4 gols, considerado até bom, pois jogando em Niterói o clube era considerado imbatível.
Veio então o duro golpe: com a crescente antipatia da cidade pelo clube que dominava em pouco tempo o futebol local houve uma espécie de boicote ao jogo do Icaraí, que teve público pequeno. Os torcedores da cidade que acompanharam pelo rádio, secando o clube, comemoraram quando após sair na frente o Icaraí sofreu o empate de um heróico e lutador Fluminense. Findo o jogo, o clube fora eliminado, mesmo invicto, por não ter torcida.
Mas para desespero dos “anti-icaraienses” o ano de 1943 viu mais uma temporada avassaladora do clube de Niterói, que com facilidade sagrou-se tricampeão da cidade. E no Campeonato Fluminense daquele ano o polêmico critério de melhor renda foi deixado de lado.
Deixando para trás Barra Mansa, Frigorífico, e Cascatinha, o adversário na final seria o Goytacaz, de Campos. Ao cotnrário da rotina, dessa vez o título não foi conquistado facilmente. O Icaraí venceu em Niterói (3 a 2), mas perdeu em Campos (1 a 2). O terceiro jogo foi sorteado para Campos, mas o Icaraí desta vez segurou um empate (2 a 2). Um quarto jogo foi marcado para Niterói, e desta vez uma prorrogação seria disputada até que se decidisse um campeão. E assim foi, com o Icaraí marcando o único tento da partida no tempo extra e voltando ao pódio máximo do estado.
Em 1944 a direção do clube já dava sinais de insatisfação, e o clube pela primeira vez viu o título da cidade escapar, ficando atrás de Canto do Rio e Fluminense (o campeão). Não classificado para o campeonato estadual de 1944 o clube resolveu encerrar as atividades, sob a alegação de que não havia sentido continuar com tamanha falta de apoio do público de Niterói. Em 1946 o próprio Cassino fecharia, em função da lei que proibia as casas de jogos no Brasil, e seus donos passaram para outros investimentos. Hoje o prédio do Cassino / escritório do Icaraí Futebol Clube pertence à UFF (Universidade Federal Fluminense).
Após 5 títulos em 4 temporadas o Icaraí foi esquecido, talvez com um certo prazer, pela torcida de Niterói, que nunca fez questão de passar adiante a história do mais odiado, embora mais bem-sucedido, clube que já existiu por aqui.


Auriel de Almeida

Fonte: Blog História do Futebol